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Nós fomos, nós somos.


Dizem que só conhecemos bem alguém após comer um quilo de sal juntos.



Ontem recebemos em casa pessoas queridas que há pouco conhecemos e que já são novos amigos.
Conversamos, lanchamos, tomamos café (hummm, café…nunca pode faltar) e pudemos, neste primeiro contato de mais intimidade, contar um pouco de nossa caminhada, tanto na vida quanto com Deus.
Foi um bom momento. Percebemos o quanto Deus nos usa na vida de outros e quanto usa outros em nossa vida para crescermos e amadurecermos como pessoas e como cristãos.


Ao final, bem depois que eles tinham saído, enquanto a alegria da visita ainda estava fresca em nossas mentes, mandei uma mensagem agradecendo a visita com o seguinte texto:


“Agora que você sabe quem nós fomos, precisa aprender quem nós somos.”


Sim, é uma verdade sobre a qual nunca havia pensado até formular esta frase.


Podemos conhecer, a respeito de uma pessoa, quem ela foi, o que ela fez, o que ensinou, por onde andou.
Mas só vamos saber quem ela é, o que ela faz, o que ensina e por onde anda, se convivermos com ela, se fizermos parte de sua existência, se respirarmos o mesmo ar.


Jó (42:5), após sua dolorosa experiência, disse a Deus: “Meus ouvidos já tinham ouvido a teu respeito, mas agora meus olhos te viram” (NVI), ou, em outra versão, “Antes eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem” (ARA).


Como conhecemos alguém?
Como julgamos esta pessoa?
O que pensamos dela?


Só poderemos falar com propriedade se tivermos uma vida próxima, um relacionamento real, um convívio diário com alguém.


No domingo, o pastor falou sobre solitude, e o quanto é importante ter tempo para conhecer a Deus.


Apesar de Deus nos conhecer antes do ventre de nossa mãe, como disse o salmista, só no convívio é que poderemos conhecer o coração de Deus e, assim, fazer Sua vontade e cumprir Seu perfeito propósito em nossa vidas.


Você pode ter nascido de novo e saber bastante sobre o que Deus fez.

Mas só no dia-a-dia vai saber quem Ele realmente é.


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Deus lhe abençoe!

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